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quinta-feira, 5 de março de 2009

Aula - Calor e Temperatura

Alguns clicks batidos durante a experiência no segundo ano C do Nely Carbonieri.
Primeiro uma foto da Daiane filha do Carlão, colocando a mão na água quente e na água gelada.
Nessa foto temos a Mayte, saudades dela, que agora está de noite, Mayte, volta pra manhã!!!
Aqui a Jessica na primeira parte da experiência, com as mãos em águas com temperatura alta e baixa.E essa na segunda etapa, quando as duas mãos são colocadas juntas na bacia com água na temperatura ambiente.
Após realizar a experiência com os alunos sobre a sensação térmica do corpo humano e sua relação com Calor e Temperatura, respondemos as seguintes questões:

A Física Térmica no dia-a-dia

1-) O que significa calor?
Calor, na física, é o processo de transferência de energia térmica de um corpo para outro. O calor sempre é transferido (passa) de um corpo com maior temperatura para um corpo com menor temperatura e nunca o contrário.
Na foto o pessoal lá do Alcyr da Rosa Lima, da segunda série A.

2-) O que significa temperatura?
Temperatura é uma grandeza física que mede a quantidade média de movimento aleatório dos átomos e moléculas de um corpo qualquer. Ou seja, temperatura é a medida do grau de agitação das partículas microscópicas que formam a matéria. Quanto maior é a agitação destas partículas maior é a temperatura da matéria, e quanto menor é esse movimento, menor sua temperatura. Na foto a Giani linda, que nem a irmã dela a Janaina, minha amiga de rpg!

3-) O que a Física Térmica estuda?
A Física Térmica estuda o Calor (processo de transferência de energia térmica) e a Temperatura, e suas relações entre si e entre outras grandezas da física, como a potência, a energia mecânica (Trabalho), o rendimento, o volume, a densidade, a pressão, etc.
Na foto o Wesley, um aluno perfeito em tudo que faz, mas com um defeito que compensa a falta de todos os outros, ser corinthiano... tem gente que nasce no sofrimento, mas no caso deste, ele escolheu ser sofredor.
Abaixo o Rodrigão tentando sentir alguma coisa com a experiência...
E aqui o pessoal da noite. O Johny da segunda série E, fazendo a experiência.
E a Daiane da mesma classe, muito risonha participando também da aula.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quase um fotolog...

Esse blog aqui já está virando um fotolog de tanta foto, mas como prometi aqui estão as últimas que faltavam...

Nessa temos o Valdir, a Geisiele, a Raiane e a Thais e o Carlos em cima... ficou estranha essa frase.

As moças lindas e inteligentes do terceiro ano, Natália e Nayara com o Carlos aparecendo de abelhudo na foto.
Aqui do outro terceiro, a Cilene, minha prima querida, a Michele, excelente aluna e a Tatiane.

Uma geral do 3º B... só moça linda... com uns dois marmanjos lá atrás, ainda bem que ficou lá atrás.
Outra do terceiro. Quem vê acha que essas meninas são muito tímidas, escondendo o rosto da foto...

Essa é das meninas do primeiro ano, elas me falaram os nomes, eu até marquei, mas como esperei todo o carnaval para postar, nem tenho idéia de onde deixei eles, então por enquanto vai sem os nomes, depois eu edito.
A famigerada caixa preta desnudada, tanam nam nam...Fui eu quem fiz essa caixa, até que ficou boa, modéstia a parte...
Olhem os palitos de churrasco presos com bexigas pelo palito de sorvete, com o arame atravessando pelo meio de lado a lado da caixa. Também dá pra notar os elásticos prendendo o fim dos palitos nas laterais da caixa.

Uma panorâmica da caixinha, que agora já está em outras mãos... também deu pra enjoar delas hein, dei a mesma aula em 15 salas diferentes...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Outras fotos das classes de Sexta.

Aqui vão mais algumas fotos, das salas que eu fui na sexta-feira. Primeiro duas fotos do primeiro ano do ensino médio C, algumas carinhas conhecidas, mas a densa maioria foi a primeira vez que vi e conheci, se bem que ainda não os conheci muito bem.


A classe parece meio agitada, com alguns mais que os outros, como toda sala, interessada em coisas e aulas diferentes e muito simpática, gostei muito deles e espero que ao longo do ano tenhamos mais boas aulas para recordar com apreço.

A sala é mais vazia que as outras, não sei se muitos alunos faltaram ou se são mesmo menos alunos e alunas, já que não me lembro.

Essa aqui é a Vanessa sentindo o peso da caixa.

Outra do grupo dela, com uma anotando o que elas pensaram a respeito enquanto o grupo mexe mais um pouco na caixa e nos palitos.

E nessa temos a Amanda olhando a caixa com atenção, muito falante e agitada, e pareceu muito interessada também.

Também fui para o Segundo Ano do Ensino Médio C, adorei rever esses alunos, peças raras carimbadas e muito queridas. Estavam com muita saudade e querendo muita atenção que começaram a abusar da boa vontade do professor aqui, tive que ser mais enérgico, não muito, como sempre, mesmo porque gosto muito deles e mesmo fazendo palhaçadas são umas graças, só que aula é aula né, não tem como ficar embaçando e perder meu tempo e o deles, mais tarde eles iriam me condenar, não que não irão agora, mas imagino que menos do que se a aula fosse uma diversão só... claro que também é só a primeira impressão, mesmo eles já me conhecendo tenho que fingir que sou durão.

Na foto abaixo temos o Diego parecendo interessado, coisa rara, no funcionamento da caixa preta, o Francelino ajudando a desvendar o mecanismo e a mão do Wesley fazendo algumas anotações.


Aqui o Wesley anotando na folha pra entregar o esquema que o grupo dele pensou para a caixa, aliás foram os que chegaram mais próximos do mecanismo nessa sala.

Aqui o João e o Lucas estudando a caixa preta, tem também uma aluna nova para mim que eu ainda não consegui decorar o nome, mas não se preocupe que rapidinho isso se resolve.

O Lucas e o João também aproximaram-se muito do funcionamento da caixa preta, isso porque raciocinaram muito, olha a face do Lucas, está até fazendo força de tanto que está pensando.

Aqui o Rodrigo mexendo na caixa e o André ajudando a pensar num esquema para ela. Esses dois adoram me atentar, mas são muito gente boa. E nessa aula participaram bastante, foi muito interessante.
Mais uma do Rodrigo tentando entender o funcionamento dessa caixa obscura...
Para terminar, mais algumas fotos da turma do 1º C.
Vou ficar devendo os nomes, porque eu ainda não sei, muito aluno novo para lembrar em uma semana só. Mas nessa aqui saiu o Daniel, de azul, e sem o boné, que como já foi meu aluno eu posso indicar quem é, o outro de azul se não me engano é o Jonathan.
Aqui três fotos gerais do Segundo Ano B, nessa podemos ver a Joseanne, o Edson, o Vinicius, o George, o Guilherme, o outro Vinicius, a Maria, a Jéssica, o Paulo, a Daiana, o ombro de alguém que não sei quem é, e mais alguns que também tão muito lá atrás e não consigo saber direito quem são.
Nessa outra é dá para ver minha mesa cheia de tralha, como sempre... professor aloprado, cheio das bugigangas. Muita gente nessa foto não vou ficar descrevendo quem são não...
Aqui a última da sala, do outro lado dela, dá pra ver o Douglas e o Bruno em pé, o Douglas de azul e o Bruno de verde.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Primeira semana - Mais fotos com a Caixa Preta!

Aqui vão mais alguns closes dessa semana agitada antes do carnaval, primeiro alguns alunos do período da manhã tentando desvendar o mecanismo existente no interior da caixa preta da atividade proposta para a primeira semana:

A Camila, excelente aluna, testando a densidade e o peso da caixa.

A Maria com um sorriso lindo mexendo no palito de churrasco testando a elasticidade no interior da caixa.

E o Célio, olha só que cara de interessado e aluno aplicado, momentos como esse claro que mereciam uma foto.


Agora algumas fotos geral de sala. Do período noturno e depois alguns closes de alguns alunos que pediram um "flashzinho".

Essa é do segundo da noite, segunda série D, na foto aparecem a Mayara, a Vanessa, o Kauê, a Karla, o Rafael, a Ana Paula, a Dina, o Donizete, o João Paulo, o Rui, a Maísa se escondendo da foto, o Luís Carlos, a Graziele, a Sabrina e me perdoem se esqueci de alguém, mas estes são os que consegui enxergar.

Outra da mesma sala, agora no outro ângulo, após a atividade com as questões sobre modelos científicos. Nessa eu consigo ver a Laura, a Thais lendo nem aí com a foto, a Dina, a Ana Paula, o Rui, o Donizete, a Karla, o Kauê, o Rafael, alguém deitado pra não sair na foto, o João Paulo em pé, a Mayara, a Vanessa, a Tamires, a Jeniffer, a Larissa, alguém se escondendo com o fichário, e uma galera lá atrás que não me lembro agora de todos.

Essa aqui eu tirei na primeira série D, a maioria dos alunos são novos pra mim, não conheço ainda. Impressão da sala? Pareceu-me boa, para os padrões noturnos, com algumas pecinhas carimbadas que vão dar algum trabalho ao longo do ano, mas nada que uma boa conversa não resolva, não é? Qualquer coisa, não resolvendo com a conversa, sempre temos os meios oficiais do Nely... aliás, logo na primeira semana acabei pondo dois pra fora... tem que fazer uma média de professor linha dura na primeira aula né!!! Ah é, quando bateu o sinal para ir embora que eu bati a foto, então já estavam todos saindo... e um aviso para a Mara, não avisei a direção que você sujou as cadeiras sua arteira, mas fiz questão de por aqui.
Aqui uma do Douglas e do João Paulo com cara de sério, olha só, dá até pra pensar que ele não gosta de zueira.

Essa foi montada hein, Douglas com o óculos querendo dar uma de intelectual, mas ficou mais pra uma coisa assim... alegre... bem alegre... e o Júlio do lado quase rindo. Ah, não sei o que está na lousa, porque a aula era minha, mas não foi eu quem desenhou ou escreveu aquilo ali não.
Aqui as irmãs, Flávia e Alessandra, fechando especialmente essa sessão de fotos no blog. O orkut eu não sou muito de passar não, mas as fotos dá pra pegar aqui como prometi, valeu meninas, beijo e abração!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Questões para tarefa - Modelo Científico


Essas fotos são da aula sobre modelos científicos com a outra caixa preta, a mais complexa, que foi utilizada nos dois primeiros da manhã que fui hoje. Muita gente legal, simpática e bonita, alguns já conhecia, mas poucos, e gostei das duas salas no geral.
Durante a aula na primeira série A gostei muito do interesse dos alunos, o que propiciou conversarmos sobre física moderna, astronomia, luz e também movimentos e sua importância no geral. Durante o painel realizado para expor as idéias de toda a sala a respeito do que havia na caixa preta, fiquei muito surpreso de verificar uma idéia praticamente idêntica ao mecanismo dentro da caixa, de modo que foi o grupo premiado, o qual levarei o prêmio amanhã.
Também achei muito interessante a realização do painel com os alunos, porque mais do que qualquer outra classe, eles opinaram e ajudaram a deduzir e montar o modelo mais satisfatório, com ótimas colocações de alguns alunos da sala, que já notei devem ser bem inteligentes e aplicados.
Na primeira série B, onde dei apenas uma aula, a outra será na sexta-feira, achei interessante o interesse dos alunos no termo "zero absoluto" e aproveitei para explicar alguma coisa sobre o assunto e movimentos atômicos no geral, comentei também da levitação e dos materiais supercondutores, durante a construção dos modelos os alunos estavam muito interessados e entretidos, apenas notei dois mais dispersos.
A aula terminou antes que tivesse tempo hábil para a construção de um painel conjunto e as questões e leitura do texto sobre modelo científico ficaram para a próxima aula.
Estou deixando disponível aqui as questões, sem as respostas ainda, que pretendo incluir no meu próximo post amanhã ou sexta-feira, após conseguir aplicá-las em alguma sala de forma proveitosa.

QUESTÕES

1 - Como você define o que é um modelo?

2 - Qual seria, então, o papel dos modelos na Física?

3 - Com que os físicos constroem os modelos científicos?

4 - Por que os modelos mudam na ciência?

Selecionei estas quatro questões em especial de todas as disponíveis, porque suas respostas estavam todas presentes em minha fala, em todas as salas que visitei até o momento, além do que as questões 2 e 3 serão importantes para a primeira Situação de Aprendizagem nas próximas semanas, e a questão 4 evoca uma reflexão de caráter inter-relacional entre: Ciência - Sociedade - Tecnologia.
Gostei muito dos novos alunos, e espero que tenha agradado, senão como pessoa, pelo menos no domínio do assunto.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Aula - Modelo Científico - Caixa Preta

Essa aula foi proposta para ser aplicada na primeira semana de aula em todos os anos do Ensino Médio na disciplina de Física.

Algumas imagens capturadas durante a primeira etapa da aula:

Objetivos Gerais
Apresentar o papel dos modelos na construção do conhecimento físico e estabelecer as diferenças entre os modelos usados no cotidiano e na ciência.

Conteúdo
Noção de modelo no cotidiano
Modelo físico

Atividade 1 – Inventando um modelo para a caixa preta

Nessa primeira aula é apresentada a Caixa-Preta aos alunos, que eu montei em duas versões, uma mais simples, na qual apenas coloquei alguns objetos dentro de uma caixa de papelão e a lacrei com fita isolante. E outra, mais complexa, onde há um mecanismo escondido por dentro da caixa que é evidenciado por dois palitos de churrascos que saem de seu interior para fora por orifícios nas laterais da caixa, e um arame no centro atravessando a caixa de um lado ao outro.

A classe é reunida em grupos e em conjunto são estimulados a pensar no que há escondido pela caixa preta, que explique os efeitos que são visíveis externamente, de acordo com a caixa utilizada, foi permitido aos alunos que pudessem manusear a caixa e o mecanismo.

Após terem algumas idéias, colocaram-as no papel e entregaram para ser corrigido.

Em algumas salas logo após recolher os "modelos" do que haveria na caixa foi exposto para a sala as idéias de todos os grupos e comentado com a sala quais as prováveis, as que funcionariam como um modelo e as que apresentavam alguma dificuldade em explicar os fenômenos verificados no manuseio com a caixa.

Atividade 2 – Modelos no cotidiano e na ciência

A atividade prática de observação da caixa preta serviu como uma introdução ao assunto a ser abordado durante a segunda aula, que são os modelos na ciência e como os mesmos são construídos pelos cientistas com o auxílio de uma ferramenta muito importa que é a matemática. Que ajuda a comprovar, reforçar ou refutar os modelos na ciência.

Foi comentado em algumas salas, lido em outras parcial ou integralmente e em apenas algumas delas foi possível pedir aos alunos que respondessem as questões sobre seu conteúdo.

Disponibilizo aqui o texto para quem quiser ler e entender melhor a discussão e explicações ocorridas em sala:

Os Modelos na Ciência

Vimos que os modelos podem representar desde uma idéia individual até objetos, como brinquedos ou peças de museus. Você já viu um planetário? Pois é, são modelos do sistema solar, criados a partir de teorias feitas por físicos.

Assim, a ciência também faz uso da modelagem. Um cientista cria modelos para representar uma parte da realidade que ele investiga. Por exemplo, todos sabem que o homem já foi à Lua, na década de 60. Mas, foi somente há alguns anos que uma sonda, não tripulada, foi enviada a Marte. Porém, os cientistas “conhecem” o Planeta Vermelho há séculos!! Ninguém nunca foi lá, boas fotos de satélites existem apenas há uns 10 anos, como então os cientistas podem saber sobre o clima, tipo de solo, período da órbita, atmosfera, e outras coisas desse tipo?

Simples, através dos modelos que criam.

Agora, preste muita atenção no que talvez seja a parte mais importante deste texto. Um cientista para construir seus modelos não precisa utilizar somente materiais sólidos como plásticos, isopor ou madeira. Ele faz uso principalmente de conceitos e relações. São a matéria-prima da ciência. São “materiais” intelectuais, construídos pela imaginação e pela razão. Muitas vezes, estes conceitos são parecidos com coisas visíveis como, por exemplo, o conceito de partícula. É quase imediato “vermos” uma bolinha ao lermos a palavra partícula, não é mesmo?

Porém, na maioria dos casos não se pode mais fazer uso da visão para construir modelos. Um átomo, por exemplo. Você deve ter aprendido que ele tem um núcleo constituído de prótons e nêutrons e fica rodeado de elétrons. Algum cientista “viu” isso? Com os olhos não, pois isso é impossível. Nem mesmo utilizando o mais potente dos microscópios! Eles o “vêem” através dos modelos que constroem. Comparando-os com as experiências que realizam eles são capazes de criar uma “imagem” do átomo, indo muito além do que os nossos sentidos nos revelam. Imagem não apenas no sentido de forma, como um retrato do átomo. Mas, principalmente, os modelos permitem identificar propriedades, características e comportamento destes átomos. Os modelos atômicos são, então, construídos sem a ajuda da visão.

Para isso, o cientista utiliza uma ferramenta intelectual ainda mais poderosa: a matemática. Ela passa a ser, então, o constituinte destes modelos. Logo ela, que parece que não serve para nada... engana-se, e muito, quem pensa assim.

Desta forma, a única maneira que o físico tem de acessar a realidade é justamente através dos modelos que ele cria. Para cada teoria tem-se um modelo mais competente, mais de acordo com o que se pretende explicar. Da mesma forma, na moda, as modelos magrelas, quase pele e osso, parecem representar melhor o universo feminino da alta-costura hoje em dia. Mas nem sempre foi assim. As gordinhas já foram também consideradas padrão de beleza de outra época, que por sinal deveria ser bem mais feliz para as mulheres. Vemos então, que há uma dinâmica na construção e manutenção destes modelos. Assim, alguns são modificados, outros são abandonados e surgem alguns mais novos, mais sofisticados, seja na física, no mundo da moda ou no aeromodelismo, mas cada dinâmica com suas regras.

No mundo da moda estas regras são arbitrárias, ditadas pelo gosto de alguns. A saia curta que no ano passado foi um sucesso, e todas a mulheres usavam, este ano será dita “fora de moda” e, assim, ficará esquecida no canto do guarda-roupas até que volte a fazer sucesso um outro ano qualquer. Porém, as regras são bem rígidas no mundo da ciência. Não é questão de gosto um modelo científico “fazer mais sucesso” que outro.

Hoje, qualquer estudante sabe que a Terra gira ao redor do Sol. Porém, durante mais de dois mil anos era considerado o oposto. A Terra não deixou de ser o centro do sistema solar porque saiu de moda para dar lugar ao Sol. Acontece que o modelo Geocêntrico, nome difícil para dizer que a Terra (Geo) era o centro (cêntrico), não era capaz de explicar uma série de fenômenos, como a órbita de alguns planetas. Assim, ele acabou sendo superado por outro modelo: o Heliocêntrico. O Sol (Hélio) era agora o centro. Esse novo modelo dava conta de explicar de uma maneira bem melhor estes fenômenos, bem como prever uma série de outros que, mais tarde, foram verificados.

Isso mostra que todo modelo científico proposto é testado incansavelmente, inúmeras vezes. Todas as informações que ele fornece são confrontadas com dados obtidos experimentalmente. E basta apenas um destes dados não bater para que o modelo seja colocado em xeque. É um mundo bem mais agressivo que o mundo das passarelas, pode ter certeza disso.
Observação: Um muito obrigado aos modelos que se dispuseram a posar para as fotos.